Original: The Fault in Our Stars
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 286
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Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
— Às vezes as pessoas não tem noção das promessas que estão fazendo no momento em que as fazem
— falei.
A Culpa é das Estrelas carregava uma promessa para mim, depois de ler tantas resenhas ótimas eu só podia esperar um livro ótimo, mas a principal promessa que o livro tinha era que lendo ele eu iria rir, chorar e ainda querer mais, assim como diz em sua capa. Mas, contrariando o quote, eu tenho certeza de que John Green tinha sim noção da promessa que ele estava fazendo: que teria que fazer as palavras emocionar uma pessoa, e ele o fez.
Hazel Grace tem dezesseis anos, convive com um câncer desde os seus treze anos - quando foi diagnosticada como um caso terminal, porém um milagre fez com que ela continuasse a viver -, ela adora ler, especialmente um livro chamado Uma Aflição Imperial, e não é uma garota popular. A mãe da protagonista acha que ela está em um processo depressivo e por isso Hazel frequenta um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer, onde um amigo, Isaac, a apresenta ao Augustus Waters, a partir de então cada momento na vida dos dois será único.
— Você sabe que tentar manter a distância não vai diminuir o que eu sinto por você - ele disse.
Antes de ler
"A Culpa é das Estrelas", eu não havia lido nenhum livro de John Green, e simplesmente não sabia mesmo o que esperar. Já tinha assistido alguns vídeos do
Vlogbrothers e sabia o quão engraçado ele é, mas mesmo assim eu esperava um livro muito melancólico, o que
ACEDE não chega a ser.
John escreve de uma forma inexplicavelmente incrível, sua narrativa é encantadora e fez com que eu não quisesse que o livro terminasse nunca. Os seus personagens também são criados de uma forma única, é possível perceber lendo apenas algumas páginas que ele criou cada personagem com suas características, sua forma de pensar, seus medos, desejos e tudo o que uma pessoa real deve ter, além dos personagens ele criou e usou elementos que fazem o leitor ficar ainda mais fissurado a sua leitura: livros, jogos e até mesmo um grupo musical são exemplos de elementos que apesar de inexistentes - no mundo real - que fazem o leitor querer mais e mais.
Para mim, The Fault in Our Stars é um livro com sentimentos e ensinamentos, carrega uma grande mensagem de amor e ensina muito, muito mesmo, sobre superação, desafios, e sobre a vida de uma pessoa com câncer. Agradeço imensamente à John Green, pelo presente que este livro foi para mim, que me ensinou a enxergar o mundo de uma forma nova, um mundo onde as dificuldades, os desafios não são nada mais, nada menos que obstáculos e que devemos ultrapassar cada um deles com um grande sorriso no rosto.
— Nosso destemor será nossa arma secreta.
— As lendas das nossas proezas sobreviverão enquanto existir a voz humana.
"Você vai rir, chorar, e ainda vai querer mais", quando eu disse sobre a promessa que o livro carregava, meu intuito era dar à resenha uma forma de encerrá-la, pois sendo A Culpa é das Estrelas o livro que é eu poderia ficar aqui 24 horas batendo nas teclas do computador. Sim, eu ri pelos momentos especiais que o livro me apresentou, chorei pelas tristesas dos personagens, se eu quero mais? Mas é claro que sim, John Green poderia escrever um livro infinito sobre Hazel e eu o leria!
Não deixe de ler este livro, não tenha medo do que ele pode passar para você, tenho certeza de que assim como eu você vai se emocionar e aprender muito com a vida desses inesquecíveis personagens.
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