A Ilha dos Dissidentes de Bárbara Morais
segunda-feira, janeiro 27, 2014
Autora: Bárbara Morais
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Compare Preços
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
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SER LEVADA PARA uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.
Desde o ano passado, quando vi a notícia de que Bárbara Morais estaria prestes a lançar seu primeiro livro, A Ilha dos Dissidentes, fiquei muito ansioso e curioso para saber a história sobre a qual vi ela comentar várias e várias vezes no seu twitter, principalmente curioso, pois pelo pouco que conheço a autora já sei que ela é uma pessoa super criativa e engraçada e era isso que eu esperava encontrar no livro.
No livro, nós conhecemos Sybil Varuna uma garota que ao sair de Kali - uma cidade que se encontrava em uma zona de guerra entre o Império do Sol e a União - e embarcar em um cruzeiro nomeado de Titanic III não imaginava que apenas ela sobreviveria à viagem depois de um acidente. Depois do acontecido ela descobre que ela é uma mutante - ou um anômalo, como é chamado no livro - e que teria algum poder que a manteve viva embaixo da àgua fria, por conta disso ela é levada para Pandora, uma cidade para mutantes como ela, lá ela encontra sua nova família: Rubi, Dimitri e Tomás, que a acolhem com tudo o que ela não teve lá em Kali, inclusive pizza.
No livro, nós conhecemos Sybil Varuna uma garota que ao sair de Kali - uma cidade que se encontrava em uma zona de guerra entre o Império do Sol e a União - e embarcar em um cruzeiro nomeado de Titanic III não imaginava que apenas ela sobreviveria à viagem depois de um acidente. Depois do acontecido ela descobre que ela é uma mutante - ou um anômalo, como é chamado no livro - e que teria algum poder que a manteve viva embaixo da àgua fria, por conta disso ela é levada para Pandora, uma cidade para mutantes como ela, lá ela encontra sua nova família: Rubi, Dimitri e Tomás, que a acolhem com tudo o que ela não teve lá em Kali, inclusive pizza.
As cidades desse mundo distópico são divididas pelos não-mutantes e os mutantes que são obrigados a usar roupas de cor amarela para serem identificados pelo governo e pela sociedade, também há um cadastro de anômalos controlado pelo governo. As escolas também são divididas, tem aquelas exclusivamente para as "aberrações" e é em uma dessas que Sybil se matricula, nesta escola, além de aprender a usar seus poderes e descobrir qual é a utilidade deles, ela conhece personagens muito bem estruturados e cativantes que vão ser essenciais para a história do livro.
Em um momento da história acontece uma coisa que vira de cabeça para baixo a vida que Sybil acreditava estar se acostumando, e foi como se o livro de dividisse em dois: a parte que Sybil se adapta à vida de anômalo e a outra que é o que acontece depois dessa reviravolta, e se eu pudesse escolher uma parte do livro escolheria a segunda, pois apesar de ter sido muito bem escrita e envolvente, senti que essa primeira parte do livro foi um tanto quanto superficial e cheia de pontas soltas.
Eu gostei bastante do livro, mas sinto como se havia muitos assuntos que poderiam terem sido muito mais explorados do que de fato foi, como as lembranças e as consequencias de Sybil ter sido criada em uma zona de guerra, ela relembra sim em alguns momentos de tudo o que passou, mas nunca deixa claro que ela tem alguma sequela daquilo tudo, levando a vida como se tivesse crescido em um lugar normal, esta forma como ela simplesmente entra e aceita sua nova vida de anômalo foi bem esquisita, parecendo que tinham retirado as memórias dela antes de colocá-la ali. Outra coisa que me frustou bastante foi a quantidade de semelhanças que encontrei de outros livros, distopias ou não, não sei se foi coisa da minha cabeça ou não, mas isso me irritou um pouco durante a primeira parte do livro.
Mas tudo isso foi muito bem compensado ao chegar exatamente à metade do livro, aí sim as coisas ficam realmente boas (não para os personagens, claro) e a trama finalmente flui bem e sem buracos e é possível ver tudo o que Sybil aprendeu por ter vivido em Kali, mesmo sem mostrar as sequelas emocionais! O livro me ganhou por essa segunda parte, os personagens pareceram muito mais palpáveis e cheios de atitude, cada cena que eu lia me fazia ficar mais vidrado ao livro e mais curioso pelo final, todas as cenas de ação encontradas nessa parte, todo o perigo que os personagens correram e a forma como passavam por isso foi o que alcançou minhas expectativas quanto à trama e levou a um ótimo final com um ótimo gancho - sem chegar a ser um cliffhanger - para a continuação.
Então, apesar de tudo o que não me convenceu no começo do livro, Bárbara soube fazer uma trama muito boa e um final explosivo, claro que a história não termina aí e muitas pontas foram deixadas soltas, que devem ser coladas nas continuações (o segundo livro deve chegar este ano), estou ansioso para poder ler e saber o que a autora planejou, foi uma boa leitura, eu recomendo!
4.0 de 5









