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Lançamentos de Outubro: Editora Dracaena

terça-feira, outubro 18, 2011

Aqui vai os ótimos lançamentos que a nossa editora parceira, a Dracaena, vai estar publicando em Outubro/2011. Vale ressaltar que boa parte (se não todos) são escritos por brasileiros e isso é bom demais!  


O Senhor do Tempo de Vanessa Bosso
Cuidado! Enquanto lê essa sinopse, eles estão de olho em você. Seus e-mails, telefonemas e até os seus pensamentos estão sendo cuidadosamente vigiados e arquivados.
A Nova Ordem Mundial é uma realidade e a agenda global segue no intuito de eliminar 70% da população terrestre.
No mundo atual, nada é o que parece ser. Não acredita?
Então leia e descubra o que ninguém quer que você saiba.
Descubra quem será o Senhor do Amanhã.



O Imortal de Vanessa Bosso
Ele não é um vampiro, mas, acaba de completar 533 anos. A vontade de morrer é a única coisa que o mantém vivo. Até que alguém surge em sua vida… Alguém capaz de mudar tudo. Deixe-se transportar para o Vale do Loire e descubra que o amor verdadeiro existe, independente do tempo e do espaço. Desvende os segredos por trás da imortalidade e deixe-se apaixonar por 4esse romance imortal.

Yume de Kamile Girão
Por detrás das roupas surradas masculinas que costumava vestir, um mundo incrivelmente estranho se escondia. Nadia sabia que sua cabeça não era comum e que suas idéias divergiam do que era normal. Apenas ela conseguia ver o que não existia. Apenas ela era capaz de desenhar com perfeição um personagem visto em um sonho. Guitarrista, estudante, filho, cético, objeto sexual de quem o quisesse. Ainda assim, Adrien não era feliz.
Contudo, a vida monótona e libertina parecera ganhar um sentido especial quando estranhos sonhos se projetaram em sua mente e quando a missão aparentemente inimaginável lhe fora imposta: impedir que uma determinada garota chegasse ao Yume, o local proibido para meros Humanos.

Lulital de Pri Beletato
Às vésperas de seu aniversário Cindy tem sua vida transformada pela descoberta de um mistério cujo ápice gira em torno da morte da própria mãe. Ao se aprofundar neste mistério ela descobre um mundo paralelo ao nosso, onde seres mágicos ganham vida e acaba descobrindo sua verdadeira identidade.Em meio a tantas descobertas se vê parte de uma antiga lenda a qual ela terá de protagonizar
se quiser salvar este reino mágico recém descoberto, além de descobrir o que aconteceu com sua mãe.Entre tantas aventuras e mistérios Cindy ainda terá de lidar com um repentino romance, o qual poderá colocar em risco muito mais que sua própria vida. Seu regresso inusitado até sua cidade natal onde sua mãe desapareceu há dez anos tende a se tornar o maior acontecimento de toda sua vida.
Seu regresso a Luanda desencadeará uma série de mistérios e descobertas que levarão Cindy a viver momentos além de sua imaginação, momentos que serão capazes de decidir o futuro de
sua existência. Magia, Mistério, aventura e descobertas infindáveis farão com que uma decisão
deva ser tomada.

Sentimento Fatal de Janethe Fontes
Por amor se mata? O amor destrói? E o ciúme, pode ou não ser controlado? Sentimento Fatal levará você a pensar nessas questões e rever seus conceitos… Todos os seus conceitos em relação ao amor.Dividida entre a paixão avassaladora do marido Roberto, que tem um ciúme doentio, e o grande amor de infância de Daniel, que ela torna a encontrar dez anos depois, Adriana Diniz Martinez terá de vencer o medo e reencontrar a si mesma… Lutar pela própria integridade e também pela filha Letícia, pela qual é capaz de tudo, sobretudo suportar a violência do marido, sobretudo suportar a própria infelicidade. Com uma narrativa surpreendente, combinada a ingredientes como drama, aventura, sedução e suspense, e tendo ainda como pano de fundo a violência doméstica, a autora faz com que o leitor tenha de prender o fôlego para acompanhar este romance que, em cada novo capítulo, nos revela uma dura realidade que, lamentavelmente, atingi milhões de mulheres em todo o mundo. Nos faz descobrir ainda que o amor pode ser tranquilo e seguro, mas também agitado e extremamente perigoso.


E ai pessoal, qual dos livros mais gostaram? Que capa/sinopse mais lhes chamou a atenção? Comente!
PS: O blog pode ficar com menas atualização nesses dias pois o carregador do notebook queimou e estou só com o computador que é MUITO lento, então, sorry!

Entrevista com Diogo de Souza

quinta-feira, julho 07, 2011

Entrevista com Diogo de Souza, autor de Nêmesis.

01- Quando descobriu que tinha vontade de se expressar através da escrita?

Desde a minha infância eu leio muito. Lá pelos meus 17 anos, eu tive a ideia de escrever meu primeiro livro: uma ficção científica. Por sorte, já naquela época eu consegui perceber que ficou muito ruim, e resolvi não levar adiante. Depois disso, vez ou outra eu escrevia alguma coisa (geralmente voltada a teatro ou a RPG). Foi em 2005 que eu tive a vontade de escrever um livro para publicar mesmo, e daí acabei dando corpo ao "Fuga de Rigel".

Mas não tem um momento em que eu tenha percebido isso. É uma ideia que sempre me acompanhou. Escrever é a única coisa que eu posso fazer para que essas vozes na minha cabeça parem de ficar sussurrando tramas, personagens e enredos o dia todo para mim.


02- Você já escreveu três livros, Fuga de Rigel, Abascanto e Nêmesis. Qual deles gostou mais de escrever?

Ish... não tem isso. Cada um foi um prazer diferente, cada um foi um sabor inigualável. Eu procuro escrever cada livro meu como se fosse o melhor livro da minha vida, então todos acabam sendo deliciosos para mim.

O "Fuga" eu escrevi de uma tacada só. Foi rápido, violento, impulsivo. Escrever o fuga foi uma paixão desenfreada, daquelas que avassalam por onde passam, e depois só sobra a calmaria.

Já o "Abascanto" foi bem diferente. A história de Abascanto era uma trama que vinha me perseguindo desde antes de eu começar o "Fuga". Escrever Abascanto foi um namoro prolongado, foi um processo de descobrir as nuances da trama, de cortejar o livro até que resolvesse se revelar para mim. Foi uma conquista, foi uma caçada.

Por fim, o "Nêmesis" foi um trabalho de escultor. Eu tinha o sentimento que eu queria passar na minha frente, bruto, como um bloco de pedra, e fui lapidando-o parte a parte, pouco a pouco, até que a textura ficasse bem lisa, o enredo bem acabado, a trama super amarrada. Escrever o "Nêmesis" foi um processo de garimpagem, de paciência, e foi saboreado um pouquinho mais cada vez que eu sentava para escrever.

E o quarto livro que eu estou escrevendo agora está sendo diferente desses três. Mas como não terminou ainda, reluto em oferecer qualquer opinião formada sobre ele.


03- Quando você estava escrevendo algum dos seus livros, já teve vontade de parar por achar que estava ruim? Se sim, como procedeu?

Nos três primeiros isso não aconteceu. Eram minhas obras iniciais. Eu tinha um sentimento e queria passá-lo a qualquer custo. O objetivo era claro e a minha técnica era suficiente. Mas isso está acontecendo agora, no meu quarto livro.

Eu construí o cenário, estabeleci os personagens, escrevi o roteiro - tudo direitinho. Me sentei para escrever e lá pela página 80 fui reler tudo de novo e achei um lixo.

A gente cresce, ganha nova bagagem, se torna mais crítico, e acaba por desejar vôos mais altos. O estilo de narrativa que eu desenvolvi nos meus primeiros 3 livros não me agrada mais. Neste quarto, eu quero mais, eu quero ir adiante, quero um salto maior. O objetivo continua claro, mas a técnica não acompanhou.

Então o que eu estou fazendo com relação a isso? Treinando. Estou fazendo exercícios literários. Descrições, narrativas e diálogos descompromissados para testar novos estilos. Resolvi também reescrever o resumo do livro do zero. Repensar todos os personagens, abordar a construção da trama de outros ângulos.

Ainda não sei no que vai dar. Daqui um tempo eu falo.


04- Os personagens do seu livro são inspirados de alguma forma em pessoas reais? 

Não. Quando eu penso em um personagem, eu não penso em "alguém" que eu conheça, mas penso em um grupo de características que precisam compô-lo. Meus personagens são uma colagem de pontos fortes e fracos, gostos e desgostos, vulnerabilidades e forças. Se algum deles acaba saindo parecido com alguém, não é minha intenção.

Quando eu penso em personagens, divido tudo em dois grandes grupos: os principais são aqueles cuja personalidade eu quero explorar. Eles existem para fazerem coisas que denotem quem eles são, por dentro. Eles são quem vai mover a trama do ponto de vista emocional. E há os secundários, que eu coloco apenas para criar uma situação que revele um pouco mais dos principais.

Um livro ideal, para mim, teria apenas personagens principais: todos tem uma personalidade que se revela pelas situações causadas por todos. Quem sabe, um dia eu chego lá. Para um exemplo de uma história assim, vejam "O Jogo de Tronos" do George Martin, ou a maior parte das tragédias de Shakespeare.

Rapidinhas
Um autor: George R. R. Martin.
Um livro: O Tao Te King
Uma música: "Viva La Vida" do Coldplay
Um filme: Inception (traduzido aqui como "A Origem")
Um sonho: O mesmo descrito na música "Imagine", de John Lenon.
Uma pessoa: Francisco de Assis
Uma frase: "Vivemos num mundo tão singular, que o viver é só sonhar" (Pedro Calderón de la Barca)

Contents © Hooked for Books 2011. Layout por Anderson Vidal.