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Especial Nacional: Entrevista Nanuka Andrade

sábado, abril 27, 2013

O projeto Especial Nacional voltou! E com ele várias postagens em distintos blogs estão abordando resenhas, artigos e tudo mais sobre nossa cultura brasileira. Hoje trago à vocês uma entrevista com o autor do livro Camundo, O Desenho e a Sombra, confira:

01- Quando descobriu que tinha vontade de se expressar através da escrita?
Oi, Anderson! Primeiramente, muito obrigado ao Hooked for Books pela oportunidade! Respondendo a esta primeira pergunta, desde os doze anos escrevo. Minha primeira história foi datilografada pela minha mãe e desde então não parei mais. Parte do incentivo vinha dos filmes e dos livros. A necessidade de contar histórias sempre fez parte de minha vida.

02- Você já escreveu quatro livros, Camundo 1 e 2, O Ladrão de Destinos e A Ordem Kaon. Todos eles já foram publicados? Qual foi mais difícil de ser escrito?
Destes livros citados, apenas dois foram publicados. Camundo 2 e a Ordem Kaon estão ainda em processo de criação. É difícil dizer qual destes foi o mais difícil de escrever, mas posso garantir que todo livro tem sua carga de dificuldade. Principalmente quando se trata de uma história de época, cujo estilo de vida não se assemelha ao nosso. Por exemplo, o cenário histórico dos livros da série Camundo é o início do século XX. Para cada passagem, tive que pesquisar jornais e outros livros para não cometer enganos. Em alguns momentos, era preciso parar de escrever porque a ação inteira baseava-se em dados muito específicos. Sem dúvida, é um trabalho e tanto!

03- Quando você estava escrevendo algum dos seus livros, já teve vontade de parar por achar que estava ruim? Se sim, como procedeu?
Ah, já aconteceu sim! Não foi nada fácil! Principalmente porque a primeira pessoa que deve acreditar no texto é o próprio autor! Quando não sinto firmeza naquilo que estou escrevendo, todo o trabalho perde o sentido. Quando acontece, tento partir para outra. O que não é de todo ruim. Às vezes, a história ruim pode ajudar a encorporar outra ideia que estava incompleta... Mas a dica é estruturar bem o que pretende escrever. Se a história é amarrada, se os personagens têm grandes motivações... É claro que uma história quando está no plano das ideias é uma coisa, mas sempre tem aquela vozinha interior indicando o melhor caminho a seguir!

04- Os personagens dos seus livros são inspirados de alguma forma em pessoas reais?
Alguns sim. Outros são pessoas que fui algum dia. Mas a grande maioria são indivíduos que existem apenas na narrativa. São agentes que funcionam como num grande mosaico em que as peças precisam se encaixar. É como criar um mundo particular onde posso dizer "ei, você deve fazer isso". Mas, claro, até personagens têm vontade própria e nem sempre tudo segue o combinado!

05- Como ilustrador de seus própios livros, qual é o maior desafio na hora de traduzir as palavras para imagens?
Sobre traduzir em imagens o que escrevi, pode parecer curioso, mas faço o inverso: desenho antes de escrever. É um método que acredito poder moldar mais facilmente a história. Desta maneira, posso observar detalhes que, durante a narrativa, não seriam possíveis. Mas, claro, depois deste processo criativo, concluo a história e então tenho que pôr a mão na massa efetivamente. Neste caso, ilustrar as principais ações ficam bem mais fáceis depois de ter a cara e o estilo de vida dos personagens.

Rapidinhas:
Um autor: Ganymédes José
Um livro: "Aventuras de Alice no País das Maravilhas"
Uma música: "Colors of the Wind"
Um filme: "Os Goonies"
Um sonho: Fazer um longa de animação.
Uma pessoa: aquela que me ama incondicionalmente.
Uma frase: "O inverno nunca tarda em se tornar primavera"

Entrevista: Christine M.

sexta-feira, março 29, 2013

Olá pessoal! Trouxe hoje para vocês um vídeo super legal, trata-se de uma entrevista que fiz com a autora Christine M., ela escreveu Sob a Luz dos Seus Olhos, O Que Não Diz a Lenda e Meus Melhores Rascunhos. Assista o vídeo, onde a autora explica sobre seus livros, diz sobre suas inspirações e até diz sobre futuros lançamentos! Infelizmente, o youtube danificou o formato do vídeo, mas ainda assim dá para assistir tranquilamente, espero que gostem!


Entrevista: Christine M.

domingo, março 04, 2012


01) Quando descobriu que tinha vontade de se expressar através da escrita?
Eu não sou boa em falar sobre o que eu sinto, nunca fui. Não sei expressar bem uma alegria extrema, e muito menos uma profunda tristeza. No entanto, quando escrevo consigo dizer tudo o que se passa na minha cabeça. Sempre foi assim. A diferença é que agora eu utilizo minhas sensações para escrever ficção.

02)  De onde veio a inspiração do livro? Como você decidiu que deveria colocá-la em prática? 
Eu viajei para a Inglaterra e quando voltei decidi que queria escrever um livro. Comecei sem pretensões, como um passatempo. Depois, a história foi me cativando e eu me vi só pensando em Paul e Elisa. Decidi falar de amor por acreditar que essa é uma boa vertente para se contar a história de alguém.

03)  Os personagens do seu livro são inspirados de alguma forma em pessoas reais?
Todos nasceram de mim e é claro que são reflexos das minhas percepções, mas a ficção transforma tudo, dando vida ao que é inanimado. Cada um daqueles personagens é único e se tornaram reais dentro daquele contexto. Elisa pode ter coisas minhas, mas ela é independente e além de mim.

04) O que você pensa de Sob a Luz dos Teus Olhos no futuro? Será uma série? 
Não há a menor possibilidade de fazer uma série do Sob a luz dos seus olhos. A história de Paul e Elisa foi narrada de maneira apaixonada e intensa em um único volume.
Estou escrevendo uma nova história que pretendo dividir em dois livros, mas ainda é cedo para afirmar, vamos ver o que acontece.

05)  Como escritora, quais são os autores que lhe serviram de influência? 
Essa pergunta é sempre complicada de responder, porque eu leio uma variedade imensa de coisas. Algumas bem comerciais, outras nem tanto. Acredito que a experiência de leitura está mais relacionada à vivência que a trama lhe proporciona do que ao nome que assina a capa.
No entanto, sempre cito Clarice Lispector, que é um ícone para mim e representa muito na minha jornada acadêmica, e o Zafón que, dos contemporâneos, é o que não tem me desapontado. Adoro sua narrativa e o jeito que ele constrói os personagens.

06) Você poderia nos presentear com um quote do seu livro? Iríamos adorar!
“Parecia fantasioso demais existir alguém no mundo capaz de te conhecer tão profundamente, que entende partes escondidas dentro de você que nunca ninguém sequer enxergou e que sente o que você julgou existir somente dentro de si. Nós tínhamos certeza da impossibilidade de existir algo como eu e ele. No entanto, estávamos ali sentindo o mundo girar devagar. Encontrar o verdadeiro amor pode ser assustador.”

Rapidinhas:
Um Livro: Eu acabei de ler “Olhos de menina”, de Susan Fletcher, um baú de memórias belíssimo que eu amei ler. Não é o livro da minha vida, mas pensando bem acho que jamais daria esse título a livro algum. A minha lista de favoritos aumenta e muda constantemente.
Uma música: As tristes. Adoro, fazer o quê? (risos)
Uma frase: “Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada. Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro...”  Clarice Lispector
Um Autor: Todos os que falam comigo através de suas histórias e passam infinitas horas comigo.
Uma Pessoa: Minha filha.

De nada adiantaria escrever se não houvesse leitor, obrigada por ajudarem meu ofício ter sentido. =)

Entrevista: Amy Garvey

quarta-feira, agosto 31, 2011

Read it in English, click here.

Meu nome é Amy Garvey, e Cold Kiss é o meu primeiro romance YA. Eu sempre amei os livros para crianças e adolescentes, e tem sido um sonho publicar este livro. Esperançosamente, haverá muitos livros por vir!

01) Seu livro estará em vendas em setembro, você está animada? Quais são suas expectativas para o lançamento do livro?
Estou muito ansiosa pelo lançamento do livro. Eu tive muito apoio e suporte por este livro, estou muito feliz que ele estará pelo mundo em breve. Eu irei fazer Book Tours e alguns chats, e também visitarei quatro cidades com alguns dos meus colegas, autores da HarperTeen.

02) De onde veio a inspiração do livro? Como você decidiu que deveria colocá-la em prática?
Alguns amigos estavam discutindo online em que o gênero paranormal poderia ir depois de vampiros e lobisomens, e alguém mencionou a possibilidade de crianças-zumbis. E é exatamente a forma que isso veio à mim ─ E se alguém que estava sofrendo tentasse tazer de volta um ente querido? E Cold Kiss simplesmente cresceu a partir daí.

03) Tirando Cold Kiss, você já escreveu mais livros?
Já! Eu escrevi alguns romances alguns anos atrás ─ divertido, sexy e com um toque de mistério. Mas os romances YA é onde o meu coração se encontra. E a continuação de Cold Kiss será lançada no próximo ano!

04)  O que você pensa de Cold Kiss no futuro? Será uma série?
Veja acima! Não é uma série, por ver, mas haverá uma sequência. Depois disso há projetos novos que quero focar.

05)  Você pode revelar algum quote do seu livro? Nós adoraríamos!
Um quote de Cold Kiss: "Quem decidiu que o amor deve ferir, droga!" Também: "Amor não se quebra com facilidade, eu encontrei. Mas as pessoas quebram."


Rapidinhas:
Um livro: Fateful de Claudia Gray. Uma ótima ideia para um livro!
Uma música: My Chemical Romance, "Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys"
Uma frase:  "Question everything." 
Um autor:  Melissa Marr. Tudo o que ela faz me interessa!
Uma pessoa: Minha mãe. Ela é minha melhor inspiração.

Obrigado pela oportunidade de fazer esta entrevista com você, adorei suas respostas e principalmente os quotes! Abraços!
Curtiu a entrevista? Comente, e em breve você poderá adquirir seu exemplar de Cold Kiss no BookDepository! 

Entrevista com Diogo de Souza

quinta-feira, julho 07, 2011

Entrevista com Diogo de Souza, autor de Nêmesis.

01- Quando descobriu que tinha vontade de se expressar através da escrita?

Desde a minha infância eu leio muito. Lá pelos meus 17 anos, eu tive a ideia de escrever meu primeiro livro: uma ficção científica. Por sorte, já naquela época eu consegui perceber que ficou muito ruim, e resolvi não levar adiante. Depois disso, vez ou outra eu escrevia alguma coisa (geralmente voltada a teatro ou a RPG). Foi em 2005 que eu tive a vontade de escrever um livro para publicar mesmo, e daí acabei dando corpo ao "Fuga de Rigel".

Mas não tem um momento em que eu tenha percebido isso. É uma ideia que sempre me acompanhou. Escrever é a única coisa que eu posso fazer para que essas vozes na minha cabeça parem de ficar sussurrando tramas, personagens e enredos o dia todo para mim.


02- Você já escreveu três livros, Fuga de Rigel, Abascanto e Nêmesis. Qual deles gostou mais de escrever?

Ish... não tem isso. Cada um foi um prazer diferente, cada um foi um sabor inigualável. Eu procuro escrever cada livro meu como se fosse o melhor livro da minha vida, então todos acabam sendo deliciosos para mim.

O "Fuga" eu escrevi de uma tacada só. Foi rápido, violento, impulsivo. Escrever o fuga foi uma paixão desenfreada, daquelas que avassalam por onde passam, e depois só sobra a calmaria.

Já o "Abascanto" foi bem diferente. A história de Abascanto era uma trama que vinha me perseguindo desde antes de eu começar o "Fuga". Escrever Abascanto foi um namoro prolongado, foi um processo de descobrir as nuances da trama, de cortejar o livro até que resolvesse se revelar para mim. Foi uma conquista, foi uma caçada.

Por fim, o "Nêmesis" foi um trabalho de escultor. Eu tinha o sentimento que eu queria passar na minha frente, bruto, como um bloco de pedra, e fui lapidando-o parte a parte, pouco a pouco, até que a textura ficasse bem lisa, o enredo bem acabado, a trama super amarrada. Escrever o "Nêmesis" foi um processo de garimpagem, de paciência, e foi saboreado um pouquinho mais cada vez que eu sentava para escrever.

E o quarto livro que eu estou escrevendo agora está sendo diferente desses três. Mas como não terminou ainda, reluto em oferecer qualquer opinião formada sobre ele.


03- Quando você estava escrevendo algum dos seus livros, já teve vontade de parar por achar que estava ruim? Se sim, como procedeu?

Nos três primeiros isso não aconteceu. Eram minhas obras iniciais. Eu tinha um sentimento e queria passá-lo a qualquer custo. O objetivo era claro e a minha técnica era suficiente. Mas isso está acontecendo agora, no meu quarto livro.

Eu construí o cenário, estabeleci os personagens, escrevi o roteiro - tudo direitinho. Me sentei para escrever e lá pela página 80 fui reler tudo de novo e achei um lixo.

A gente cresce, ganha nova bagagem, se torna mais crítico, e acaba por desejar vôos mais altos. O estilo de narrativa que eu desenvolvi nos meus primeiros 3 livros não me agrada mais. Neste quarto, eu quero mais, eu quero ir adiante, quero um salto maior. O objetivo continua claro, mas a técnica não acompanhou.

Então o que eu estou fazendo com relação a isso? Treinando. Estou fazendo exercícios literários. Descrições, narrativas e diálogos descompromissados para testar novos estilos. Resolvi também reescrever o resumo do livro do zero. Repensar todos os personagens, abordar a construção da trama de outros ângulos.

Ainda não sei no que vai dar. Daqui um tempo eu falo.


04- Os personagens do seu livro são inspirados de alguma forma em pessoas reais? 

Não. Quando eu penso em um personagem, eu não penso em "alguém" que eu conheça, mas penso em um grupo de características que precisam compô-lo. Meus personagens são uma colagem de pontos fortes e fracos, gostos e desgostos, vulnerabilidades e forças. Se algum deles acaba saindo parecido com alguém, não é minha intenção.

Quando eu penso em personagens, divido tudo em dois grandes grupos: os principais são aqueles cuja personalidade eu quero explorar. Eles existem para fazerem coisas que denotem quem eles são, por dentro. Eles são quem vai mover a trama do ponto de vista emocional. E há os secundários, que eu coloco apenas para criar uma situação que revele um pouco mais dos principais.

Um livro ideal, para mim, teria apenas personagens principais: todos tem uma personalidade que se revela pelas situações causadas por todos. Quem sabe, um dia eu chego lá. Para um exemplo de uma história assim, vejam "O Jogo de Tronos" do George Martin, ou a maior parte das tragédias de Shakespeare.

Rapidinhas
Um autor: George R. R. Martin.
Um livro: O Tao Te King
Uma música: "Viva La Vida" do Coldplay
Um filme: Inception (traduzido aqui como "A Origem")
Um sonho: O mesmo descrito na música "Imagine", de John Lenon.
Uma pessoa: Francisco de Assis
Uma frase: "Vivemos num mundo tão singular, que o viver é só sonhar" (Pedro Calderón de la Barca)

Contents © Hooked for Books 2011. Layout por Anderson Vidal.